sexta-feira, 28 de setembro de 2012


felipe em entrevista coletiva, Flamengo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)Felipe concede entrevista com terço no pescoço
(Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)
No braço direito, uma tatuagem de Jesus Cristo; no pescoço, um terço diferente do que leva para colocar dentro do gol durante as partidas. A fé de Felipe parece inabalável. O goleiro, que completará 100 jogos com a camisa do Flamengo no clássico de domingo, com o Fluminense, não acredita em milagres que caem do céu, mas diz que brigar por uma vaga no G-4 não faz parte apenas de um sonho do plano divino. Atualmente, o Rubro-Negro é o 10º colocado, com 34 pontos, dez a menos do que o Vasco, último time na zona de classificação para a Libertadores.
- A gente conversou, sabemos que não somos o melhor time, mas não somos o pior. Temos atletas de qualidade, que passaram por grandes clubes, conquistaram títulos importantes. Quando mostra vontade em campo a torcida vem junto. Sabemos que é um ano complicado, mas a torcida não pode abandonar a equipe. Nos dois últimos jogos tivemos mudança de postura. Os torcedores entenderam. Temos condições de buscar algo no campeonato, principalmente mostrando o que fizemos nos últimos jogos. Se continuarmos nessa pegada, principalmente como foi no jogo do Atlético-MG, podemos sonhar com G-4. Mas a gente não pode se empolgar. Tivemos duas vitórias, achamos que estava bom, mas ficamos sete jogos sem vencer – recordou o goleiro.
Depois da vitória sobre o Atlético-MG, vice-líder do Brasileirão, o goleiro diz que o time vai em busca dos três pontos em cima do Tricolor:
- Pegamos o vice-líder, agora é a vez do líder. São as duas melhores equipes do campeonato. O Fluminense vai em busca da vitória, mas o Flamengo também. Será um bom jogo.
Pegamos o vice-líder, agora é a vez do líder. São as duas melhores equipes do campeonato. O Fluminense vai em busca da vitória, mas o Flamengo também. Será um bom jogo"
Felipe
O camisa 1 destaca dois pontos importantes para a melhora do time: o ajuste de peças no elenco e a volta da confiança depois de duas vitórias.
- Atitude mudou. Quando vence, todo mundo tem mais segurança, fica mais tranquilo. Tivemos a chegada do Cleber Santana. Era um jogador que precisávamos para aquela posição, homem do último passe. Nos dois jogos, ele mostrou que encaixou. Wellington Silva surpreendeu na lateral, Léo pelo meio, Love voltou a marcar, Liedson. As peças voltaram a funcionar. Agora, podemos ter a volta do Renato, Ibson. Dorival vai ganhar mais opções – analisou o jogador.
Em meio à sequência de sete jogos sem vitória – quatro derrotas e três empates -, o time beirou a zona de rebaixamento, ficando apenas a quatro pontos de distância do Z-4.
- Há duas semanas estávamos com a corda no pescoço, ficamos perto da zona de rebaixamento. Hoje estamos a sete – comentou.
Agora, em vez de corda, Felipe usa um terço no pescoço, um modelo diferente do que coloca dentro do gol durante os jogos.
- Esse não é de jogo não, é de sair. Tenho mais ou menos uns 40 terços. Eu ganho muito dos fãs. Guardo numa caixinha em casa – revelou o goleiro.
No Flamengo, depois de duas vitórias, virou moda ter fé. Até mesmo no G-4.

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